Criciúma, campeão da Copa do Brasil de 1991

Em pé: Alexandre, Sarandi, Vilmar, Roberto Cavalo, Altair e Itá.
Agachados: Grizzo, Gélson, Soares, Zé Roberto e Jairo Lenzi.

por Márcio Kidura em 25/04/2008 01:30

O post dessa semana, é em especial ao amigo Ricardo Alves Colonetti.

Um empate sem gols foi o suficiente. Jogando em seus domínios, diante de milhares de torcedores, nem foi preciso vencer o adversário para que o time do Criciúma, desconhecido fora de Santa Catarina, se tornasse campeão da Copa do Brasil. O título lhe deu direito a ser um dos dois representantes do país na Taça Libertadores da América. Aquele dia 2 de junho de 1991 entrou para a história não só da cidade, do estado e do clube, mas também do futebol brasileiro, que viu incluso na sua lista de campeões um escrete malaco, sem estrelas ou craques geniais, mas entrosado, que jogava junto há alguns anos e que, antes de se tornar febre entre os torcedores (como foi o São Caetano num passado recente), já tinha a taça guardada na sala de troféus.

A verdade era que, até aquela data, pouca gente fora de Criciúma estava dando atenção à façanha daquele time com camisa parecida com a Peñarol (amarelo, branco e preto) e nem mesmo para aquela competição. Afinal de contas, qual é a moral de um campeonato que teve sua primeira edição apenas dois anos antes, no qual só podiam participar dois times por estado.

Na enxuta campanha de dez jogos, cinco times foram eliminados pelo Criciúma, que terminou a competição invicto (seis vitórias e quatro empates). Nos jogos finais, a redenção foi ampliada pelo excesso de confiança que a imprensa gaúcha depositava no nada confiável time do Grêmio de 1991. Terceiro colocado no Brasileiro do ano anterior e campeão da primeira Copa do Brasil, em 1989, a equipe da Azenha parecia franca favorita ao título e estava “a 180 minutos da Taça Libertadores da América”, como foi noticiado à época.

Só que na primeira partida da decisão, no Estádio Olímpico, a surpresa. Uma cabeçada fulminante do zagueiro Vilmar abriu o placar para os visitantes, que após o final da partida saíram comemorando o empate em 1x1. Como a regra da Copa do Brasil dá vantagem para a equipe que marca gols fora de casa, o Tigre sequer precisou vencer ou marcar gols contra o time gaúcho para erguer a taça. Do banco de reservas saiu o principal maquinador da campanha vitoriosa, o ex-técnico da Seleção Brasileira Luís Felipe Scolari, que anos depois iria repetir a comemoração com a camisa do rival de 1991.

Um pouco mais da história do Criciúma:

Em 13 de maio de 1947, um grupo de rapazes, na maioria com 18 anos, moradores do centro da cidade de Criciúma, fundavam o Comerciário Esporte Clube. Em 1970, atingido por uma séria crise financeira, o Comerciário Esporte Clube foi obrigado a encerrar às atividades no departamento de futebol profissional, só retornando a disputar o campeonato catarinense em 1977. No ano de 1978 o Comerciário começou a passar por uma profunda transformação e no dia 17 de março, do mesmo ano, acontecia a mudança do nome, passando a se chamar Criciúma Esporte Clube .

Referências:
Fabrício Rodrigues
Ricardo Alves Colonetti

Comentários (2): http://fotolog.terra.com.br/retratonaparede:30

Comentários (2):Em 25/04/2008, às 19:20:00, Ricardo Colonetti disse:
Opa .. valeu rapaz ... Tigrão campeão em 1991... Esse time entro para a História do Futebol Brasileiro e Catarinense principalmente ... capeão invicto... E depois a Libertadores fomos bem pra caramba ... Méritos ao time e ao nosso Felipão, hoje em Portugal... Valeu....

Em 29/04/2008, às 00:49:07, Felipe Fontana disse:
isso sim era time, muito se ouve sobre esse time aqui em Criciúma, são como nos referimos o '1991 eterno'!

3 comentários:

DAVID,  25 de maio de 2010 19:39  

ESPERO QUE O MEU VITÓRIA REPITA ESSE FEITO EM 2010 E LEVANTE A TAÇA!!!!!

Rafael Nogueira,  31 de maio de 2010 15:22  

sou torcedor do tigre, e isso é um orgulho para todos criciumenses da região.

Rumo ao bi da copa! :D

Osni de Oliveira,  10 de maio de 2011 12:41  

Eu estava lá Copa do Brasil 1991 e Libertadores 1992.

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